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Cuidados especiais com as éguas noperíodo de gestação

Cuidados especiais com as éguas noperíodo de gestação

Na gestação dos equinos ocorrem importantes alterações no sistema imunológico materno para que este seja tolerante aos antígenos paternos e a imunossupressão (baixa do sistema imunológico) é uma característica evidenciada no final da gestação, quando os animais normalmente apresentam deficiências na resposta imune.

Após o parto, a diminuição da ingestão de alimento e o aumento do consumo energético ocasionado pelo processo de lactação, levam a um quadro de imunossupressão sistêmica, o que aumenta a suscetibilidade das éguas à ocorrência de infecções e, muitas vezes, doenças pós parto.

Em muitos estudos de grades pesquisadores com vacas leiteiras, alguns fatores de risco podem explicar variações individuais no desenvolvimento de doenças uterinas após o parto, como por exemplo, exposição a um desafio bacteriano superior a idoneidade do sistema imunológico, adaptações ocorridas para manter o feto durante a gestação podendo persistir e favorecer a presença de micro-organismos invasores ou falhas no mecanismo de defesa imune local e/ou sistêmica relacionados com a limpeza do ambiente uterino.

Em várias espécies, logo após o parto, é comum ocorrer certo grau de infecção uterina. Em sua maioria, as lesões inflamatórias do útero não-gestante têm origem infecciosa e resultam de uma infecção ascendente por microrganismos que normalmente habitam o trato genital inferior ou por agentes infecciosos introduzidos na cavidade uterina durante o acasalamento, inseminação artificial ou no pós-parto.

Exame clínico completo nas éguas é de extrema importância para o diagnóstico de patologias da reprodução, fazendo necessário a utilização de exames complementares para a conclusão correta da etiologia, como por exemplo o hemograma. Através do hemograma são obtidos valores quantitativos de leucócitos, o que pode auxiliar no diagnótico de algumas doenças de caráter sistêmico (KERR, 2003).

Os prebióticos são componentes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro, por estimular a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon, inibindo a multiplicação de patógenos, além de estimular a resposta imune, levando a benefícios adicionais ao organismo. Os dois principais polissacarídeos constituintes da parede celular das leveduras (β-D-glucanos e α-D-manano) têm sido recentemente reconhecidos como prebioticos por serem capazes de promover modulação do sistema imune de diversos organismos vivos, desde insetos a humanos, mediante interações específicas com diferentes células imunocompetentes.

O MOS (mananoligossacarídeos) são obtidos a partir da parede celular de leveduras Saccharomyces cerevisiae, e algas marinhas calcárias Lithothamnium calcareum a qual consiste de uma estrutura complexa de manose fosforilada, glucose e proteína. Nos estudos com diversas espécies, observou-se redução significativa na concentração de E. coli em animais suplementados com parede de levedura, onde  encontraram aumento de Lactobacilus no intestino desses animais. Nesses estudos contatou-se a efetividade do MOS em quadros de gastroenterite, havendo a eliminação da Escherichia coli patogênica em 85,71% dos animais, enquanto que, no grupo sem o MOS, apenas 25% não apresentaram o microrganismo. Neste estudo, o MOS foi efetivo no controle da E. coli patogênica, sendo indicado como tratamento adjuvante nas gastroenterites.

O MOS é capaze de induzir a ativação de macrófagos, saturando os receptores de manose das glicoproteínas da superfície celular, que se projetam da superfície da membrana celular dos macrófagos. Uma vez que três ou mais lugares tenham sido saturados, inicia-se uma reação em cadeia com a instalação de uma resposta imunológica adquirida (melhoria da resposta imunológica).

Sendo assim a suplementação diária de 10g de M.O.S na dieta, causa o aumento da resposta imune local (44% a mais de IgA), aumenta a passagem de imunidade para o potro, pois já foi observado o aumento de IgG e conseguentemente diminui a incidência e letalidade da diarreia em potros, fator esse responsável por muitas perdas. Além de garantir uma boa saúde da égua após o parto.

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Postado Por: Allan Rômulo

Allan Rômulo
Medico Veterinário, empresário fundador da Univittá Saúde Animal, pós graduado em administração de empresas pela FGV. Formulador e desenvolvedor de tecnologias para nutrição animal, com experiência em marketing veterinário e venda de produtos de conceito.

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