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Como garantir a qualidade dos cascos do meu cavalo?

Como garantir a qualidade dos cascos do meu cavalo?

Quão complicada e como funciona a bioquímica do casco? Responder essa pergunta é muito complexo e eu escuto com muita frequência que isso é fácil e é só suplementar com biotina ou gelatina em pó incolor que tudo fica bem, mas dificilmente se ouve que manter uma boa e equilibrada dieta é a chave de tudo!

A muralha e a sola não devem ser nem muito duros nem muito macios, cascos que são muito secos são frágeis e se estiverem muito úmidos enfraquecem e ficam mais propensos as infecções.

Mas de fato qual a importância da nutrição no crescimento dos cascos e na qualidade deles? É importancia e vital, a parede do casco é constituída de 93% de proteína com base na matéria seca e pequisadores como Lewis, em 1995, mostrou que uma dieta pobre em proteínas leva a um crescimento reduzido do casco, a fraturas na muralha e rachaduras superficiais no casco.

Os aminoácidos contendo enxofre são de particular importância. Ekfalck et al. (1990) encontraram uma diferença distinta na distribuição dessas cadeias de aminoácidos. A cisteína foi encontrada principalmente nos queratinócitos, células essas que vão formar os túbulos de queratina do casco, das lâminas epidérmicas, enquanto a metionina um outro importante aminoacido foi encontrado no extrato. A metionina é um aminoácido essencial (não pode ser fabricado pelo corpo do cavalo), portanto deve ser fornecido na dieta. A metionina pode ser convertida pelo cavalo em muitos outros aminoácidos, incluindo a cisteína. Toda a gama de aminoácidos está presente em suplementos minerais e orgânicos hoje no mercado, dessa forma se pensa que uma dieta destinada a produzir um rápido crescimento em cavalos resultaria no rápido crescimento do casco, mas não, os aminoácidos necessários para o crescimento ideal do casco parecem ser completamente diferentes daqueles necessários para o crescimento do corpo do cavalo.

Quando os seres humanos têm unhas fracas, a suplementação de gelatina ajuda, mas não em cavalos. Goodspeed et al mostraram que a gelatina não teve nenhum efeito na força do casco ou no crescimento do casco.

Alguns minerais também são importantes e se estiverem em pouca quantidade na dieta dos equinos graves problemas podem acontecer, autores já relataram que cavalos com baixa qualidade de tecido córneo do casco têm níveis mais baixos de Zinco no sangue e no próprio casco, nesses casos ua suplementação leva ao aumento dos níveis de zinco no casco. Também identificaram que cavalos com baixo teor de zinco e cobre têm maior probabilidade de desenvolver doença da linha branca.

Muitas pesquisas mostraram que o nutriente de efeito mais dramático sobre os cascos é a vitamina biotina, sua suplementação em níveis de 15 a 30 mg por dia tem efeitos positivos sobre o crescimento e a qualidade dos cascos na maioria dos equinos. Nos cavalos, onde a biotina não é utilizada, o aumento de proteínas e cálcio parecem ser a solução. No entanto, a suplementação exclusiva de biotina exige paciência, já que leva de 9 a 12 meses para substituir um casco inteiro. Comben et al. (1984) foi o primeiro a mostrar uma correlação definitiva entre a biotina e a espessura e dureza do casco, incluindo o fato de que as ferraduras duraram mais devido ao tecido córneo estar mais forte. A biotina também reduziu o defeito do tecido córneo do casco, aumentando a resistência à tração, aumentando a taxa de crescimento, diminuindo rachaduras e melhorando a condição da linha branca. Resultados ainda mais significantes foram alcançados quando doses de até 60 mg por dia foram usadas. A má notícia sobre a biotina é que 70% dos cascos dos cavalos se deterioram novamente depois que a suplementação é interrompida ou diminuída. Colina e inositol são vitaminas do complexo B que você não encontrará em muitos suplementos para cascos, ambas estão envolvidas no metabolismo de lipídios e membranas celulares no corpo e ajudam a garantir que o casco permaneça elástico e resistentes a água.

Então, em resposta à pergunta original, eu recomendaria uma combinação de todos os itens acima além do cuidado com o manejo, higiene desses cascos, além da questão mecânica corrigida no ferrageamento correto que deve ser executado por profissionais capacitados.

Fonte: Texto original de Beryl Shuttleworth, publicado em 14 de julho de 2014.

É inquestionável que a correta suplementação favorece o bom desenvolvimento do casco, por isso a Univittá vem investindo muito na pesquisa e no aprimoramento de tecnologias nutricionais através de seus suplementos funcionais. O Foot Balance trabalha exatamente nesse sentido, ele vem enriquecido com biotina, levedura viva, magnésio, MOS e minerais com altíssima biodisponibilidade. Oligoelementos que compõem esse produto que se apresenta com maior concentração do mercado e com todos seus minerais disponíveis de forma orgânica (a forma mais biodisponível possível de apresentação de um mineral). Um produto que tem mais de 95% de sua matéria prima importada e que garante contribuir muito para os animais que necessitam de um maior desenvolvimento dos cascos.


References:

Lewis, L.D. 1995 In: Equine Clinical Nutrition. Williams and Wilkins, Philadelphia.

Frap, David. 1998 Equine Nutrition and Feeding. Blackwell Science.

Huntington, P. and Pollit, C. Nutrition and the Equine Foot, Kentucky Equine Research, Australasia.

Ekfalck, A., L.E. Appelgren, B. Funkquist, B. Jones, and N. Obel. 1990. Distribution of labelled cysteine and methionine in the matrix of the stratum medium of the wall and in the laminar layer of the equine hoof. J. Vet Med. Series A 37:481-491.

Graham, P.M., E.A. Ott, J.H. Brendemuhl, and S.H. TenBroeck. 1994. The effect of supplemental lysine and threonine on growth and development of yearling horses. J Anim. Sci. 72:380-6. Richardson, G.L., and E.A. Ott. 1977. Influence of protein source and lysine intake on growth and composition of hoofs of yearling foals. In: 69th Ann. Meeting Amer. Soc. Anim. Sci. p. 105 (Abstr.).

Goodspeed, J., J.P. Baker, H.J. Casada, and J.N. Walker. 1970. Effects of gelatin on hoof development in horses. J. Anim. Sci. 31:201 (abstr).

Ott, E.A., and E.L. Johnson. 2001. Effect of trace mineral proteinates on growth and skeletal development in yearling horses. J. Equine Vet. Sci. 21:287-292.

Hihami, A. 1999. Occurrence of white line disease in performance horses fed low-zinc and low-copper diets. J. Equine Sci. 10:1-5.

Coenen, M., and S. Spitzlei. 1997. The composition of equine hoof horn with regard to its quality (hardness) and nutrient supply of horses. Proc. 15th Equine Nutr. Physiol. Symp. p. 209-212.

Butler, K.D., Jr., and H. F. Hintz. 1977. Effect of level of feed intake and gelatin supplmentation on growth and quality of hoofs of ponies. J. Anim. Sci. 44:257-261.

Comben, N., R.J. Clark, and D.J.B. Sutherland. 1984. Clinical observations on the response of equine hoof defects to dietary supplementation with biotin. Vet. Rec. 115:642-645.

Josseck, H., W. Zenker, and H. Geyer. 1995. Hoof horn abnormalities in Lipizzaner horses and the effect of dietary biotin on macroscopic aspects of hoof horn quality. Equine Vet. J. 27:175-182.

Geyer, H., and J. Schulze. 1994. The long-term influence of biotin supplementation on hoof horn quality in horses. Schweiz. Arch. Tierheilkd. 136:137-49.

Reilly, J.D., D.F. Cottrell, R.J. Martin, and D.J. Cuddeford. 1998. Effect of supplementary dietary biotin on hoof growth and hoof growth rate in ponies: A controlled trial. The Equine Hoof. Equine Vet. J. Suppl. 26:51-57.

Hutjens, M.F. Feed Additives: Which, When, and Why. Department of Animal Sciences, University of Illinois.


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Dr. Luiz Gustavo Campos Tenório
Médico Veterinário Coordenador da equipe de ferradores dos Jogos Olímpicos Rio 2016 Pesquisador Assistente da UFRRJ/LADEqui Professor de Podologia - Pós Graduação IBVet

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