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Influência das micotoxinas na reprodução de equinos

Influência das micotoxinas na reprodução de equinos

Para tratar sobre a prevalência de micotoxinas na equinocultura em geral primeiramente tem que ser considerar que em equinos ela deve ser vista de forma diferente de como ocorre em animais de produção. Os cavalos são altamente expostos às micotoxinas devido à variedade de alimentos incluídos em sua ração e ao grande volume e ampla variedade de volumoso que lhe é ofertado no dia a dia, dependendo da condição financeira do proprietário, e de acordo com a época do ano. Em resumo, na maior parte do tempo os equinos pastam e por isso estão expostos a uma diversa gama de fungos endofíticos (endo=dentro + phyte=planta) e seus metabólitos tóxicos.

A severidade da micotoxicose (contaminação por fungo) em equinos vai depender da exposição, número de micotoxinas presentes na dieta, por quanto tempo esses animais estão sendo expostos, condição de manejo, estado de saúde do animal, idade, raça, nível de trabalho, estado nutricional e até mesmo grau de estresse. Os sintomas variam muito, fator esse que torna difícil o diagnóstico o que fica para o exame post-mortem e para a análise da alimentação a forma mais precisa de fechar o diagnóstico.

As micotoxinas são metabólitos secundários produzidas por algumas espécies de fungos filamentosos e que demonstram diversas propriedades tóxicas parra os animais. Pensando especificamente na reprodução, o impacto pode ser determinante nos índices reprodutivos dos profissionais e das grandes centrais de reprodução.

O que elas podem causar:

Em éguas:

  • - gestação prolongada,
  • - abortos,
  • - separação prematura do córion,
  • - distocia,
  • - placentas espessada,
  • - retenção de placenta,
  • - agalactia,
  • - redução no consumo da ingesta,
  • - cólicas,
  • - morte embrionária, e
  • - atraso nas taxas de prenhes

Em potros:

  • - sofrem de hipoadrenocortical, por nascerem sem o aumento normal de progestágeno materno,
  • - baixa transferência de imunoglobulina,
  • - potros fracos,
  • - aumento nos índices de pneumonia de aspiração,
  • - aumento da casuística de natimortos, e
  • - mortes súbitas.

Ao ler todos esses efeitos não podemos analisar de forma individual, conjunta ou cronológica sempre, pois tudo vai depender dos fatores já listados. Os animais respondem de forma diferente e as micotoxinas comumente não estão presentes de forma isolada ou tipificada, ela muitas vezes se apresenta de forma diversa, atuam com sinergismo, hipersensibiliza o animal e é acumulativa.

Entre as principais micotoxinas que causam impactos sobre a produtividade podemos listar a Aflatoxina, DON, T2, Ochratoxina e Zearalenona. Dessas, a Zearalenona é a que mais afeta diretamente a reprodução, pois possui atividade estrogênica. As outras podemos dizer que afetam de forma indireta a reprodução, através do atraso no crescimento, através da injuria de órgãos vitais do animal, lesões e irritações no trato gastrointestinal e redução na ingestão de alimentos.

Quando falamos da Zearalenona, a mesma está associada às ocorrências que incluem anormalidades uterinas e ovarianas, diminuição nos índices de fertilidade e redução da sobrevivência embrionária e fetal.

Pouco se estuda sobre os efeitos da ZEA em equinos, mas muita coisa podemos trazer dos suínos onde ela é bem documentada. Estudos demonstram que as propriedades estrogênicas dela induzem anestro em fêmeas cíclicas. Durante a gestação sabe-se que em equinos ela reduz os níveis de secreção de LH e progesterona e causa alterações morfológicas significativas dos tecidos uterinos.

A atividade da ZEA em marrãs é mais pronunciada e é caracterizada pelo aparecimento de sinais de hiperestrogenismo que incluem edema vulvar, alargamento uterino, prolapso vulvar ou retal. Para o aparecimento desses sinais basta a ingestão de 1 ppm de ZEA em suínos.

Na fase inicial de gestação a ingestão de ZEA interrompe a gestação, porém o corpo lúteo pode ser mantido por várias semanas para depois ocorrer a reabsorção embrionária. As atividades estrogênicas no trato reprodutivo, induzidas pela ZEA, podem estar relacionadas à redução de progesterona ou pelo aumento da atividade estrogênica, alterando assim o ambiente uterino que se torna adverso para o desenvolvimento do concepto.

As micotoxicoses têm sido causadores de diversos prejuízos na cadeia produtiva e reprodutiva, e precisamos mais estudos na equinocultura, pois a média de positividade e de níveis de micotoxinas vem aumentando de forma substancial, sendo 2006 um ano marcado pelos elevados níveis de contaminação de grãos.

Elas estão por toda parte, contamina toda nossa fonte de alimento mesmo que em baixos níveis, são resistentes, não necessariamente precisam ser ingeridas, podendo serem aspiradas caso estejam em alta concentração e em muitas vezes são letais. O que fazer?

Temos que nos preocupar com a qualidade do volumoso ofertado principalmente para o plantel reprodutivo, para minimizar a ocorrência de problemas reprodutivos associados a intoxicação por micotoxinas e lançar mão de produtos que possam minimizar os efeitos dessas toxinas nos animais.

Os quadros crônicos de micotoxicose representam a maior parte de ocorrência (cerca de 90%) devido ao consumo de alimentos com média ou baixa contaminação.

Dessa forma, a utilização do M.O.S. (aditivo prebiótico funcional), se tornará uma solução importante para o controle das micotoxicoses. O M.O.S. é um produto de baixa inclusão, somente 10g por animal/dia e custa em torno de R$ 5,50 por animal/mês, é em pó não gerando competitividade entre os animais e já é muito utilizado na mistura do sal mineral ou proteinado.

M.O.S. é um aditivo prebiótico funcional reconhecido como uma grande ferramenta de adsorção das micotoxinas e tem comprovada ação imunoestimulante, conforme trabalho já publicado com equinos. Sua utilização é um investimento de baixíssimo custo e de altíssimo retorno, pois dentro da reprodução uma prenhes é reconhecida como “a prenhes”.

 

 

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Postado Por: Allan Rômulo

Allan Rômulo
Medico Veterinário, empresário fundador da Univittá Saúde Animal, pós graduado em administração de empresas pela FGV. Formulador e desenvolvedor de tecnologias para nutrição animal, com experiência em marketing veterinário e venda de produtos de conceito.

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