Engolir ar, bater os cascos, andar em círculos, seu cavalo faz isso? Saiba como combater essas estereotipias!

Engolir ar, bater os cascos, andar em círculos, seu cavalo faz isso? Saiba como combater essas estereotipias!
Com o passar do tempo, o comportamento natural dos cavalos sofreu alterações em resposta à pressão da mudança de manejo ao qual foram submetidos. A vida livre, exercícios, interação social e estabelecimento de hierarquia, deram lugar a um sistema de criação intensivo em baias individuais, aumentando o tempo em que estes animais estão sem fazer atividades e gerando estresse. A utilização das baias reduz o espaço para movimentação, consequentemente, diminui o tempo em atividade física e limita o cavalo da interação com outros indivíduos.

Assim, podem surgir as chamadas estereotipias, que são caracterizadas por comportamentos repetitivos e sem função evidente, causa estresse, problemas físicos e diminuem o bem-estar destes animais. Abaixo, estão citadas algumas estereotipias de caráter locomotor:

  • troca de apoios;
  • ato de bater os cascos;
  • andar em círculos;
  • “dança do urso”;
As estereotipias de caráter locomotor podem reduzir o desempenho do cavalo. A troca de apoios e o ato de bater os cascos insistentemente podem causar rachaduras e debilitar o sistema locomotor do animal. O andar em círculos e a “dança do urso” são prejudiciais, pois levam os equinos a um estado de distração, ocupando o lugar de outras atividades, como alimentação ou o consumo de água.

Ainda, existem as estereotipias classificadas como orais, comumente observadas, sendo elas:
  • aerofagia (pode acontecer com ou sem apoio em estruturas);
  • as “picas”, que se refere ao ato de roer ou ingerir as estruturas que não são alimentos e o comportamento agressivo;
Para estereotipias orais, a aerofagia pode causar cólicas crônicas decorrentes da ingestão de ar e gastrite. As “picas” podem causar desordens digestivas e, assim como a aerofagia, a ocorrência de cólicas, neste caso ligada ao desgaste excessivo e irregular dos dentes incisivos dos equinos.

A observação do comportamento dos equinos é essencial para garantir a sua saúde e desempenho. Atualmente, várias alternativas podem reduzir e até acabar com as estereotipias. Estas alternativas são, na grande maioria das vezes, baseadas em reduzir o tempo de ócio e manter o cavalo ocupado em um ambiente dinâmico na maior parte do seu tempo.

As estereotipias podem ser evitadas com a soltura em piquetes, mudança na carga de trabalho, adequação do manejo alimentar e uso de enriquecedores ambientais, que consistem na utilização de brinquedos ou objetos como pneus, bolas, escovas para o cavalo se coçar e até animais de outras espécies. Abaixo, seguem as alternativas apresentadas:

  • -Soltura em piquetes: permite que o cavalo se movimente, faça exercício físico e, quando este manejo acontece junto a outros animais, interaja com eles;
  • -Aumentar a carga de trabalho: permite maior gasto de energia, porém os devidos cuidados devem ser tomados para não haver exageros;
  • Disponibilidade constante de volumoso: a oferta constante de volumoso faz com que o cavalo se alimente durante um longo período do dia, mantendo-se distraído e em atividade. Além disso, o desgaste dentário se torna mais uniforme, reduzindo a ocorrência de problemas desta natureza.
  • Enriquecedores ambientais: ocupa e distrai o cavalo, permite a interação lúdica, ou seja, uma atividade prazerosa para o cavalo reduzindo a ocorrência de estereotipias, já que os animais estarão ocupados na maior parte do tempo.
Neste contexto, promover atividades que reduzam o tempo de ócio e aumentem o tempo de envolvimento similar as praticadas quando estão em vida livre, ou atividades de distração em ambiente dinâmico, são técnicas simples e promissoras para minimizar comportamentos estereotipados e pode melhorar a qualidade de vida, saúde e bem estar dos cavalos. 

NOTA Univittá

Não é errado dizer que os cavalos são o que eles comem. Dessa forma, a saúde intestinal é determinante para combatermos os maus hábitos dos equinos, e é nesse ponto que a Univittá entra. Trabalhando com suplementos e aditivos funcionais como vem trabalhando a Univittá busca a melhoria da digestibilidade e a otimização do funcionamento fisiológico do animal como um todo.

Para isso o Pro-SACC (aditivo probiótico), o MOS (prebiótico e adsorvente de micotoxina), FREE Action (magnésio) trabalhando a ansiedade, o  Kronus (mineral orgânico) e os demais produtos da linha colaboram na melhoria da digestibilidade e garantia do funcionamento do organismo.
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Raphaella Arantes Pereira
Raphaella Arantes Pereira

Zootecnista pela Universidade Federal de Uberlândia, atualmente pós-graduanda (mestrado) no departamento de Nutrição e Produção Animal da Universidade de São Paulo, no Laboratório de Pesquisa em Saúde Digestiva e Desempenho de Equinos (LabEqui).

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